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PROMOTOR DE SAÚDE DE JUIZ DE FORA, NEGA AUXÍLIO AOS DIABÉTICOS

13/12/2016

Foto: Isabella Silva

Um grupo de mulheres protestou em frente à Câmara Municipal na manhã dessa segunda-feira, 12, contra a falta de fitas de glicemia na cidade. Diabéticas ou mães de crianças portadoras da doença, elas relatam que, há cerca de seis meses, o governo estadual não fornece as tiras que medem a glicemia nos pacientes. Na última quarta-feira, 7, houve uma audiência pública para discutir a questão. Entretanto, de acordo com a ouvidora regional de saúde Samantha Borchear, nenhuma medida foi tomada.

“Infelizmente, nada foi decidido na audiência, o que nos deixou angustiados, pois estamos apoiando o protesto dos familiares das pessoas que têm Diabetes Mellitus e não conseguem o tratamento adequado. O insumo é caro e não é qualquer família que tem condições de manter o tratamento regular e adequado do diabético”, relatou Samantha. “Nós tentamos realizar uma ação civil pública a partir do Ministério Público, mas por conta da calamidade financeira do Estado, o promotor alegou não ter justa causa para a ação. A partir de agora, vamos procurar o defensor público da União, ou outro órgão de defesa de interesses coletivos”.

A ouvidora explicou que, até 2014, o estado sempre mandou a quantidade de insumos solicitada pelos municípios. “O governo alega ter feito sua parte. Este ano, recebemos um valor defasado para ser gasto durante o ano todo com as fitas, além de outros produtos para a saúde pública. Não é certo que o município tenha que se virar para conseguir os insumos, enquanto tiver demanda o governo tem que mandar as fitas, como sempre aconteceu”, defendeu. “Eu gostaria de pedir que os portadores de Diabetes Mellitus e seus familiares que estão sem esses insumos procurem a ouvidoria, porque estamos indignados com essa situação, e lutamos para que essas famílias tenham seus direitos atendidos”.

A auxiliar administrativa Maiara Tavares, uma das organizadoras do protesto, tem 23 anos e é diabética desde os 16. “Essas fitas são muito importantes para o controle da glicose. Sem elas, não temos como tomar o medicamento necessário, então somos totalmente dependentes do insumo, e ninguém está fazendo nada para nos ajudar”, reclamou. “Estamos sem receber as fitas desde março. Em junho houve um repasse muito pequeno, fazendo com que não conseguíssemos atender todas as demandas. Já entramos com vários pedidos, mas todos foram negados. Nós, diabéticos, as mães de crianças portadoras da doença e a ouvidora de saúde aguardamos respostas”.

Mãe de uma menina de nove anos que é diabética e precisa das fitas de glicemia, Sandra das Graças está dependendo da ajuda de terceiros para cuidar da saúde da filha. “Não recebemos o insumo há aproximadamente seis meses. Já fiz reclamações e é sempre a mesma resposta: as fitas não estão chegando mais”, contou. “Para levar minha filha ao médico, preciso de ao menos cinco testes de glicemia por dia. Sem a fita, não tem como monitorar a saúde dela. Se o teste não der certo, ela corre o risco de perder a insulina que ganhamos na justiça, porque eles são rigorosos nesse assunto e exigem que a glicemia esteja sempre bem controlada”.

Segundo nota emitida pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), “quanto ao fornecimento de tiras reagentes para o monitoramento da glicemia capilar, na primeira programação de medicamentos básicos de 2016, o município Juiz de Fora solicitou o quantitativo correspondente a todo o valor investido em tiras reagentes para o município no ano de 2016, sendo atendido pela SES-MG em 100% do quantitativo solicitado”. Assim, a SES-MG ressalta que atendeu ao município na quantidade de tiras que foi solicitada.



Fonte: www.diarioregionaljf.com.br

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