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DIABETES PODE DIFICULTAR ACICATRIZAÇÃO DE MACHUCADOS?

25/07/2019

Alguns cuidados são essenciais para pacientes com diabetes: alimentação adequada, monitorização da glicemia e, para alguns, o uso da insulina auxilia a controlar os níveis de glicose no sangue. O que poucos sabem, porém, é que também é necessário ter atenção à pele. Algumas pessoas preocupam-se com a dificuldade de cicatrização de machucados dos pacientes com diabetes - mas, afinal, a doença pode retardar o processo cicatricial?

A enfermeira podiatra do Departamento de Neuropatias e Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Nilce Botto Dompieri (SP), explica que o diabetes pode dificultar a cicatrização dos ferimentos e fatores como idade avançada, tempo da doença, glicemias elevadas, comprometimento vascular, infecção, anemia e déficit proteico colaboram para esse retardo na cicatrização.

Por apresentar a pele mais seca (anidrose decorrente da neuropatia autonômica periférica: comprometimento de nervos simpáticos periféricos que são responsáveis pela hidratação da pele dos pés) – associada à diminuição da percepção e até perda da sensibilidade nos pés, os pacientes com diabetes podem se machucar sem perceber: “Cerca de 85% das amputações não traumáticas de membros inferiores são precedidas por uma úlcera em pé diabético - algumas são originadas por acidentes domésticos - e podem se infectar, atingir tecidos mais profundos como os ossos e evoluir para osteomielite e uma possível amputação”, ressalta.

Nilce ainda afirma que para prevenir os machucados é essencial que todas as pessoas com diabetes façam uma avaliação neurológica anual dos pés para identificar os riscos de ulceração, sobretudo pela neuropatia periférica que é a causa mais importante para o surgimento de lesões, além de manter os cuidados adequados de higiene, hidratação, corte de unha e uso de calçados confortáveis que não machuquem os pés, bem como evitarem andar descalços.

É importante que fiquem atentos às alterações nos pés como bolhas, calos, micoses entre os dedos ou mesmo nas unhas, edemas e mudanças de coloração na pele. A enfermeira ainda recomenda que o paciente não faça procedimentos em casa, como desencravar as unhas ou remover calos: “Procure por um serviço de saúde para uma avaliação sempre que apresentar algumas dessas alterações”, afirma.

Por fim, Nilce Dompieri ressalta que a melhor forma de tratar as lesões da pele é prevenindo-as, cuidando das glicemias, hidratando a pele, cortando as unhas corretamente, não “cutucar” o pé com pequenos alicates e objetos cortantes, usar calçados adequados e olhar para seus pés diariamente.

A SBD recomenda que os pacientes com diabetes façam avaliações médicas periódicas a fim de diagnosticar precocemente complicações causadas pela doença, enfatizando que os pés devem ser examinados periodicamente. Em caso de lesões, mesmo que pequenas, é necessário procurar ajuda de um profissional de saúde adequado. Todo paciente com diabetes tipo 1 deve iniciar rastreamento de complicações a partir de cinco anos do diagnóstico e aqueles com diabetes tipo 2, desde o momento que tem o diagnóstico confirmado.



Fonte: SBD

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