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Diabetes causa limitação na hora de praticar exercícios físicos?

06/09/2019

Médicos e pacientes sabem que a prática de exercício físico oferece grandes benefícios que garantem o bom funcionamento do organismo, melhor controle glicêmico, proteção cardiovascular e melhora da qualidade de vida e bem estar. Mas, afinal, o paciente com diabetes pode ter alguma limitação por conta da doença ao praticar esportes?

De acordo com o Dr. Clayton Luiz Dornelles Macedo, endocrinologista e coordenador do Departamento de Diabetes, Exercício e Esporte da SBD, o paciente com diabetes pode e deve fazer exercício físico. “Em caso de uso de medicação hipoglicemiante, precisa estar atento ao risco de hipoglicemia durante a prática das atividades físicas, já que por melhorar a ação da insulina e aumentar o gasto calórico, pode diminuir os níveis de glicose no sangue. É necessário que seja feito o ajuste da ingestão calórica e da dose da medicação antes, durante e depois da prática da atividade”, afirma.

Exercícios e esportes são ferramentas que atuam para prevenção e tratamento do diabetes. Associar a prática de exercícios com uma alimentação saudável pode reduzir em quase 60% os riscos de desenvolver a doença e contribui para a redução de complicações, principalmente cardiovasculares, além de melhorar o controle glicêmico.

Segundo Clayton, é recomendado que o paciente faça exercícios combinando atividade aeróbia e atividade resistida. Caminhada, corrida, natação e bicicleta são algumas sugestões que podem ser aliadas à musculação ou a outros exercícios que utilizem o peso do corpo ou elásticos. “É essencial a prática de 150 minutos por semana de atividade física aeróbia, que pode ser dividida em cinco vezes de 30 minutos ou três vezes de 50, mais duas a três vezes de atividade resistida por semana. Para os idosos, é interessante associar exercícios de equilíbrio”.

Testes cardiológicos, como o teste ergométrico, não são recomendados de rotina. A dificuldade para sua realização não deve ser impeditiva para a prática de exercício físico de intensidade leve a moderada. Uma história clínica cuidadosa e avaliação dos fatores de risco cardiovascular devem ser realizadas antes da prática de exercício físico.

Ainda, é necessário avaliar as condições que possam contraindicar certos tipos de exercício ou predispor à lesão: hipertensão descontrolada, limitações articulares e sarcopenia (perda de massa muscular). “A idade e nível de atividade física anterior devem ser considerados. É importante personalizar o regime de exercícios para as necessidades do indivíduo. Pacientes de maior risco devem ser incentivados a começar com curtos períodos de exercício de baixa intensidade e aumentar lentamente a intensidade e a duração”, comenta.

No caso de pacientes obesos, o próprio peso pode ser um fator limitante para a prática de exercícios, que às vezes pode estar associado a doenças articulares, como a artrose. Pacientes com complicações específicas precisam de abordagens específicas. “Se for o caso de neuropatia, é necessário cuidado para não machucar as extremidades inferiores. Já em casos de retinopatia, o paciente precisa estar atento a traumas oculares. O importante é que a pessoa com diabetes não se exponha a situações de risco, mas, com orientação, a prática de atividades físicas é segura e traz inúmeros benefícios para o paciente“, finaliza Dr. Clayton.

Fonte: SBD


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